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Real. O padrão nasceu de amostragem, e a ficha entrega passo de pixel, distância e ângulo suficientes para qualquer pessoa reproduzir e desfazer o efeito na mesa da cozinha, com o notebook que já está ligado.
O primeiro sinal é a dependência da posição no quadro. As faixas curvam nas bordas e desaparecem no centro, comportamento que só a geometria da projeção produz, e que textura aplicada por software distribuiria de forma uniforme sobre a área inteira.
O segundo sinal é a seletividade por conteúdo. O desenho ocupa a barra cinza e as áreas chapadas de branco, e ignora o texto, marca de um efeito que depende de repetição regular no assunto e não de um chapado por cima da imagem.
O terceiro sinal é a cor complementar. Verde e magenta alternando em faixas vizinhas correspondem à forma como três colunas de subpixel caem sobre um mosaico de filtros de cor, e nenhum filtro de estilo inventa essa dupla exata por conta própria.
O quarto sinal é a coerência com a nitidez do resto do arquivo. As letras estão resolvidas até a serifa, e é justamente esse registro de detalhe fino que permite ao batimento aparecer no preenchimento liso.
O quinto sinal é o par de arquivos com o mesmo notebook e a mesma página aberta. As duas versões trazem grão, temperatura de cor e brilho de painel compatíveis, e a única diferença estrutural entre elas mora nas faixas da barra lateral.
Imagem gerada por modelo tropeça exatamente aqui. Ela aprende a aparência de foto de tela como textura geral e espalha ondulação decorativa pelo quadro inteiro, sem prender a largura da faixa à posição no enquadramento nem ao ângulo entre as duas grades.
Detector automático de imagem falsa não resolveria o caso. Porcentagem de suspeita não explica por que o desenho some no centro do painel e por que o texto escapa, e essas duas marcas sustentam a leitura sozinhas.
1. Abra uma página de fundo cinza uniforme no notebook, apoie a câmera ou o celular a cerca de quarenta centímetros da tela e alinhe o aparelho de frente, com as bordas do quadro paralelas às bordas do painel.
2. Faça uma foto nessa posição, depois gire o aparelho quinze graus em torno do eixo da lente, sem mudar a distância, e faça a segunda. Faça a terceira meio metro mais longe, de volta ao alinhamento de frente.
3. Amplie as três no mesmo tamanho e conte quantas faixas atravessam a área cinza em cada uma. A contagem deve cair para perto de zero na girada e na afastada, e voltar ao número inicial se você repetir a primeira posição.
Toda área lisa de uma tela fotografada carrega no próprio padrão de faixas a distância angular entre duas grades, e a ondulação funciona como um nível invisível que informa, faixa por faixa, o quanto a câmera estava paralela ao painel.
"Quantas fotos de tela você jogou fora achando que o monitor tinha defeito, quando bastava girar a câmera na mão?"
Teste hoje: fotografe a mesma área cinza da sua tela em três posições, de frente a quarenta centímetros, girado quinze graus e afastado meio metro, e conte as faixas em cada arquivo até achar a posição em que a contagem chega a zero.
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