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Real. Os três quadros saíram da mesma câmera, com a mesma lente e o mesmo tempo de exposição, e os campos gravados entregam cadência e ajuste suficientes para qualquer pessoa repetir a rajada com o equipamento que já tem na mochila.
O primeiro sinal mora na direção do rastro. Ele aponta para baixo no primeiro quadro, onde o corpo sobe e o sensor registra a trajetória invertida, e aponta para cima no terceiro, coerência de direção que filtro de nitidez não produz porque ele apenas realça bordas já existentes.
O segundo sinal é a hierarquia do borrão. As pontas, pé e mão, borram mais que o tronco, e o tronco borra mais que a cabeça, escala que acompanha a velocidade de cada parte do corpo e que aplicativo de nitidez uniforme destrói ao tratar o quadro inteiro na mesma dose.
O terceiro sinal é o fundo. A grade de ferro permanece idêntica nos três arquivos, com as mesmas barras e os mesmos pontos de ferrugem, prova de câmera parada e de que o borrão nasceu do assunto, não do equipamento.
O quarto sinal é a roupa. A barra da camiseta sobe no primeiro quadro, fica horizontal no segundo e desce no terceiro, comportamento de tecido que responde à aceleração do corpo com atraso, detalhe que modelo generativo costuma colar na mesma posição nos três.
O quinto sinal é o grão. O ruído de sensor aparece nos três quadros com a mesma granulação nas áreas escuras da grade, e ampliação artificial de nitidez deixaria halo claro em volta das bordas do corpo, que nenhum dos três arquivos apresenta.
Imagem gerada por modelo tropeça neste ponto. Ela aprende salto como corpo no ar com fundo limpo, sem escalonar o borrão da cabeça para a ponta do pé, sem inverter a direção do rastro entre subida e descida e sem mover a sombra no chão conforme a altura.
Detector automático de imagem falsa não resolveria o caso. Porcentagem de suspeita não explica por que o pé de trás arrastou mais que o quadril, e essa marca sozinha já separa rajada disparada de corpo recortado e colado no ar.
1. Escolha um pátio com luz de sol, ponha a câmera no tripé a quatro metros, ajuste o obturador em 1/250 de segundo e peça um salto vertical simples, sem corrida antes.
2. Dispare em rajada durante todo o pulo e não mexa em nada entre um salto e outro. Repita o mesmo salto cinco vezes, sempre com a rajada aberta do chão ao chão.
3. Abra a sequência no computador e olhe apenas o pé de trás de cada quadro. Conte quantos quadros trazem a costura do tênis legível e quantos trazem rastro, e anote também em que quadro a sombra no chão ficou menor.
Congelar um salto com 1/250 de segundo é menos uma escolha de ajuste e mais uma escolha de instante, porque a mesma cortina de quatro milésimos vira nitidez no ponto mais alto e rastro doze milímetros abaixo dele.
"Quantos saltos você descartou como foto borrada achando que o ajuste da câmera tinha falhado?"
Teste hoje: faça cinco saltos em rajada com o obturador em 1/250 e conte, entre todos os quadros, quantos trazem a costura do tênis do pé de trás legível. Com cadência de oito quadros por segundo, espere entre dois e três quadros nítidos nos cinco saltos, e todos eles com a sombra no chão no seu tamanho menor.
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