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Real. As duas versões saíram da mesma câmera, com a mesma lente e a mesma exposição de ambiente, e os campos gravados entregam modo e compensação suficientes para qualquer pessoa repetir o par com o flash de sapata que já tem na mochila.
O primeiro sinal mora no olho. O reflexo do flash aparece na íris das duas versões como um pontinho retangular claro, na mesma posição, com tamanho diferente conforme a potência, marca que clareamento de aplicativo não produz porque ele levanta a pele sem acrescentar fonte de luz na cena.
O segundo sinal é a sombra do nariz. Ela cai para o lado oposto ao flash nas duas versões, curtinha na automática e um pouco mais visível na recuada, comportamento de luz física que ganha ou perde força, e não de camada de brilho aplicada por cima do rosto.
O terceiro sinal é a queda da luz com a distância. O ombro mais próximo da câmera recebe mais luz do flash que o ombro mais afastado, e a diferença de brilho entre eles cresce na versão automática, exatamente como a lei do inverso do quadrado descreve, que diz que a luz cai pelo quadrado da distância percorrida.
O quarto sinal é a mão. Ela está à frente do peito e sai mais clara que o tecido atrás dela nas duas versões, hierarquia que filtro de pele uniforme destrói ao clarear tudo na mesma dose.
O quinto sinal é o grão. O ruído de sensor aparece nas duas versões com a mesma granulação nas áreas escuras do fundo, e só a área do rosto muda de textura, comportamento normal de assunto que recebeu mais luz e precisou de menos ganho eletrônico.
Imagem gerada por modelo tropeça neste ponto. Ela aprende preenchimento como rosto claro e fundo dourado, sem colocar o reflexo do flash no olho, sem manter a sombra do nariz coerente com a posição do equipamento e sem respeitar a queda de luz entre um ombro e outro.
Detector automático de imagem falsa não resolveria o caso. Porcentagem de suspeita não explica por que o ombro da frente ficou mais claro que o de trás, e essa marca sozinha já separa flash disparado de rosto clareado depois.
1. Escolha o fim de tarde, ponha o assunto de costas para o sol a três metros da câmera e faça um clique sem flash, para confirmar que o céu está bem exposto e o rosto está escuro.
2. Ligue o flash no modo automático, faça o segundo clique sem mexer em mais nada, e depois ajuste a compensação de flash para menos 1 ponto e dois terços, ou menos 2 pontos se o equipamento só andar de ponto em ponto, e faça o terceiro.
3. Abra os três no computador e olhe a sombra sob o queixo. Na tomada automática ela sumiu, na recuada ela existe e é fraca, e o céu mantém o mesmo tom nas três, porque a exposição do ambiente não mudou em nenhum momento.
Um flash bem regulado no contraluz não acrescenta luz à fotografia, ele devolve à sombra do rosto a fatia de brilho que o céu tomou para si quando a câmera fez a média do quadro.
"Quantos rostos você deixou virar silhueta por acreditar que flash é equipamento de lugar escuro?"
Teste hoje: fotografe alguém de costas para o sol no fim da tarde, uma vez com o flash no automático e outra em menos 1 ponto e dois terços, e compare a sombra sob o queixo. Na segunda tomada ela reaparece de leve, e o céu atrás sai com o mesmo tom nas duas.
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