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Real. O olho amoleceu por geometria de disparo, e a ficha entrega focal, abertura, distância gravada e área de foco para qualquer pessoa reproduzir o erro no primeiro retrato que fizer com o ponto central.
O primeiro sinal é a continuidade do desfoque dentro do rosto. A nitidez cresce do nariz para o olho e do olho para a orelha numa passagem gradual, e desfoque aplicado por software separa o rosto do fundo por uma máscara, mantendo o rosto inteiro no mesmo grau de definição.
O grão sustenta a mesma conclusão. A granulação de ISO 200 aparece igual na pestana amolecida e no cabelo nítido, e desfoque calculado depois apaga o grão junto com o detalhe, deixando a região tratada visivelmente mais lisa que o resto da imagem.
O segundo sinal é o reflexo da janela no olho. Ele está amolecido com a mesma intensidade da pestana ao lado, na proporção que a distância impõe, e simulação de abertura costuma preservar o reflexo intacto por tratá-lo como ponto de brilho a manter.
O terceiro sinal é a transição do cabelo para o fundo. A passagem entre fio e parede acontece fio a fio, com mechas soltas legíveis contra o campo liso, e recorte automático de retrato engrossa essa fronteira numa linha contínua, comendo os fios finos que escapam do contorno.
O quarto sinal é o comportamento do plano encontrado. A zona de melhor definição atravessa a cabeça numa faixa reta que pega orelha e cabelo ao mesmo tempo, exatamente como um plano paralelo ao sensor cortaria a cena, e desfoque por software desenha zonas moldadas ao formato do rosto.
O quinto sinal é a gola da camisa. O tecido no ombro direito, mais próximo da câmera, sai amolecido na mesma medida do nariz, e um tratamento posterior focado em separar pessoa e fundo manteria a roupa inteira nítida junto com o rosto.
Imagem gerada por modelo tropeça em outro ponto. Ela costuma entregar íris com sulcos radiais desenhados até em região desfocada, porque aprende a textura do olho como padrão obrigatório, e no retrato de hoje a íris perde o desenho junto com a pestana vizinha.
Detector automático de imagem falsa não resolveria o caso. Porcentagem de suspeita não explica por que a orelha ficou mais nítida que o olho nem por que a granulação se repete igual nas duas regiões, e essas duas marcas apontam para o giro depois do travamento e para nenhuma outra causa.
1. Meça o tamanho do seu erro antes de confiar no hábito. Coloque uma trena rígida deitada apontando para a câmera, com o zero a 60 centímetros da lente, e trave o foco no zero com a trena no centro do visor.
2. Sem soltar o botão, gire a câmera até o zero da trena encostar na borda lateral do quadro e dispare em f/1.8. Abra o arquivo ampliado e leia qual marca da trena saiu nítida, porque ela mostra quantos milímetros o plano andou.
3. Repita movendo o ponto de foco pelo visor até o olho, com a câmera parada no enquadramento final, e leia a trena de novo. O zero volta a ser a marca nítida, e esse par de arquivos vale mais que qualquer recomendação de manual.
Travar o foco no centro e girar a câmera 15 graus afasta o assunto 2,1 centímetros num retrato de 60 centímetros, e f/1.8 entrega 5 milímetros de zona aceitável para cobrir esse deslocamento.
Teste hoje: fotografe um rosto a 60 centímetros na abertura mais aberta da sua lente, primeiro travando o foco no centro e girando, depois movendo o ponto de foco até o olho com a câmera já enquadrada. Amplie os dois arquivos em 100 por cento e conte quantas pestanas aparecem com fio separado em cada um.
"Quantos retratos você culpou da lente, sem nunca ter medido o que o giro da câmera fez com o plano de foco?"
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