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Real. As amêndoas nasceram do encontro entre a abertura escancarada e o comprimento do tubo da lente, e a ficha entrega distância focal, abertura e a sequência de testes para qualquer pessoa repetir a cena numa rua parecida.
O primeiro sinal é a orientação dos bicos. Todo eixo maior aponta para o centro óptico do quadro, sem exceção, porque a inclinação do feixe cresce em linha reta a partir do eixo e o corte acompanha essa geometria com rigor de compasso.
Filtro aplicado depois quase sempre trai a origem nesse ponto. O formato escolhido no programa costuma sair igual em toda a imagem, ou girar de um jeito decorativo, sem essa amarração rígida com o ponto central da cena.
O segundo sinal é a continuidade da deformação. Não existe fronteira entre a zona de círculos e a zona de amêndoas, existe um degradê de achatamento que cresce com a distância do centro, e imitação costuma trocar formato em degrau ou dentro de uma máscara redonda visível.
O terceiro sinal está na queda de brilho combinada. O mesmo aro que comeu o formato comeu luz, então a mancha deformada é sempre um pouco mais apagada que a redonda, coisa que uma máscara de formato aplicada por cima não produz sozinha.
O quarto sinal são os anéis concêntricos dentro das manchas. Eles vêm do polimento asférico do vidro e continuam desenhados dentro da amêndoa, cortados pela mesma curva que cortou a borda, enquanto o filtro digital costuma preencher a forma com um miolo liso.
O quinto sinal é a coerência com a abertura gravada na ficha. Amêndoa é impossível em f/8 e obrigatória em f/1,4 numa lente normal, então a ficha e a imagem contam a mesma história sem que ninguém precise acreditar em palavra de fotógrafo.
Imagem gerada por modelo tropeça de outro jeito ainda. Ela produz bolas bonitas e regulares, com o mesmo formato repetido em todo canto, e esquece que a deformação precisa mudar de inclinação conforme o lado do quadro em que a luz está.
Detector automático de imagem falsa não resolveria o caso. Porcentagem de suspeita não explica por que a mesma lâmpada tem formato diferente conforme o lugar que ocupa no enquadramento, e a explicação óptica é o que sustenta a leitura.
1. Aponte a câmera para uma fileira de luzes pequenas à noite, desfoque de propósito na abertura máxima e olhe só os cantos do visor. Se as bolas estiverem cortadas, sua lente vinheta mecanicamente e o diagnóstico saiu em dez segundos.
2. Feche o diafragma um passo de cada vez, fotografando a mesma cena, e pare quando o canto voltar a mostrar círculo. Na maioria das normais rápidas essa marca cai entre f/2,8 e f/4, e ela é o número que você vai usar quando o formato importar.
3. Se precisar do desfoque máximo mesmo assim, componha as luzes de fundo perto do centro do quadro e deixe os cantos com áreas escuras, porque o corte só denuncia onde existe ponto de luz forte para revelar o formato.
A bola de luz desfocada é uma fotografia da própria abertura vista de onde a luz estava, e o limão do canto é a prova de que o tubo da lente também faz parte do diafragma.
"Quantas fotos de festa você já achou tortas no canto sem perceber que estava vendo o desenho do interior da sua própria lente?"
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