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Real. O desenho nasceu de quantização, e a ficha entrega formato, profundidade de bits e ajuste de exposição suficientes para qualquer pessoa reproduzir e desfazer o efeito com a câmera que já está na gaveta e uma janela virada para o poente.
O primeiro sinal é o alinhamento das bandas com o gradiente. As faixas seguem as linhas de brilho igual e curvam junto com elas ao redor da esquadria, comportamento que só a escada de valores produz, e que textura aplicada por software distribuiria em linhas retas indiferentes ao conteúdo.
O segundo sinal é a seletividade por área lisa. O desenho ocupa o céu e ignora a folhagem e a madeira, marca de um efeito que depende de gradiente suave no assunto e não de um chapado por cima da imagem.
O terceiro sinal é a uniformidade absoluta dentro de cada banda. Amostrar dois pontos distantes da mesma faixa devolve o mesmo valor de azul, dígito por dígito, e nenhum efeito de estilo entrega repetição perfeita numa área tão grande.
O quarto sinal é a largura variável das bandas ao longo do céu. Elas engordam onde a passagem de brilho é lenta e afinam onde ela acelera, dependência que amarra o desenho ao conteúdo real da cena.
O quinto sinal é o par de exportações da mesma tomada. As duas versões trazem grão, cor da esquadria e nitidez da folhagem compatíveis, e a única diferença estrutural entre elas mora nas faixas do céu.
Imagem gerada por modelo tropeça exatamente aqui. Ela aprende a aparência de céu com degraus como padrão decorativo e espalha faixas de largura constante pelo quadro, sem prender a espessura de cada banda à velocidade do gradiente naquele ponto.
Detector automático de imagem falsa não resolveria o caso. Porcentagem de suspeita não explica por que as bandas engordam no alto do céu e por que a folhagem escapa, e essas duas marcas sustentam a leitura sozinhas.
1. Fotografe um céu limpo perto do fim da tarde com a câmera gravando JPEG e arquivo bruto ao mesmo tempo, com o céu ocupando ao menos metade do enquadramento e a exposição um pouco abaixo do centro do histograma.
2. Abra as duas versões no mesmo editor e aplique mais 2 pontos de exposição em cada uma, sem tocar em contraste, curva ou saturação, e exporte as duas no mesmo tamanho.
3. Amplie as duas a cem por cento na mesma região de céu e conte quantas bordas retas você distingue de baixo para cima. A contagem deve ficar entre oito e quinze no arquivo de 8 bits e cair para zero no de 12 bits.
Um arquivo carrega no número de degraus a margem de edição que ainda resta nele, e a mesma correção de dois pontos que o arquivo bruto absorve sem marca nenhuma é a que expõe a escada de um JPEG.
"Quantos céus você culpou pela luz do dia, quando o degrau já estava dentro do arquivo antes da edição começar?"
Teste hoje: fotografe o mesmo céu nos dois formatos, suba dois pontos de exposição em cada um e conte as bordas retas na mesma faixa de azul, até chegar ao par de números que separa 256 degraus de 4.096.
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