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Real. O arco está no lugar que a geometria manda, e a ficha entrega hora, altura do sol e lente para qualquer pessoa repetir a saída amanhã de manhã.
O primeiro sinal é o alinhamento entre a sombra do fotógrafo e o centro do arco. A ponta da sombra marca o ponto antissolar, e o centro do círculo que o arco desenha cai exatamente sobre ela, coisa que ninguém acerta por acaso ao colar um arco numa paisagem.
Arco colado em programa quase sempre erra esse eixo. A faixa colorida entra no céu como enfeite bonito, sem relação com a direção da luz da cena, e a sombra do primeiro plano aponta para qualquer outro lado.
O segundo sinal é a banda de Alexandre. O céu entre o arco principal e o arco secundário está mais escuro que o céu fora dos dois, e essa diferença só existe porque a região entre 42 e 51 graus não recebe luz devolvida por gota nenhuma.
O terceiro sinal está na ordem das cores do arco de cima. O secundário nasce de duas reflexões dentro da gota, o que inverte a sequência, e uma montagem preguiçosa duplica o arco principal com as cores na mesma ordem dos dois lados.
O quarto sinal é o brilho maior dentro do arco principal. Essa diferença é contínua e sem borda, e quem pinta um arco costuma deixar céu uniforme dos dois lados, com a faixa colorida flutuando sobre fundo idêntico.
O quinto sinal é a geometria do próprio traço. O arco real é um pedaço de círculo perfeito com centro único, e curva desenhada à mão ou gerada por modelo costuma variar de raio ao longo do percurso, com uma perna mais aberta que a outra.
Imagem gerada por modelo tropeça de outro jeito ainda. Ela produz arco bonito com o sol visível no mesmo quadro, situação impossível, porque arco e sol ficam em lados opostos do céu por definição.
Detector automático de imagem falsa não resolveria o caso. Porcentagem de suspeita não explica por que a sombra do primeiro plano aponta para o centro do arco, e a explicação é o que sustenta a leitura.
1. Escolha um dia com chuva passando e cheque a hora em que o sol cruza os 42 graus, perto das nove da manhã na maior parte do ano. Antes disso existe arco, depois disso não existe.
2. Fique de costas para o sol e olhe a sua própria sombra. A ponta dela marca o centro do arco, e o arco vai estar a 42 graus em volta desse ponto, sempre.
3. Monte uma grande-angular de 16 a 24 milímetros, feche em f/9 e gire o polarizador devagar olhando pelo visor. Vai existir uma posição em que as cores saltam e outra, a 90 graus dali, em que o arco quase desaparece.
O arco-íris não escolhe onde nasce, ele nasce a 42 graus da sua sombra e a única variável que sobra para você é a hora de sair de casa.
"Quantas manhãs de chuva você perdeu procurando no céu um arco que o sol já tinha empurrado para baixo do horizonte?"
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