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Real. A duplicação nasceu de erro de eixo no tripé, e a ficha entrega ângulo, focal e distância do parafuso à pupila suficientes para qualquer pessoa reproduzir o defeito na mesma tarde, com a câmera que tiver na mão.
O primeiro sinal é o gradiente por distância. O erro de encaixe cresce à medida que o objeto se aproxima da lente e desaparece no fundo, comportamento que só a mudança de ponto de vista produz, e que retoque manual não consegue distribuir de forma tão bem comportada ao longo de toda a emenda.
O segundo sinal é o confinamento numa faixa vertical estreita. A duplicação vive dentro dos poucos centímetros em que dois arquivos se sobrepõem, e para de existir de forma abrupta nas duas bordas dessa faixa, coisa que grade realmente irregular não faria.
O terceiro sinal é a coerência de iluminação. As barras extras têm o mesmo brilho especular, a mesma sombra projetada no reboco e a mesma direção de reflexo das barras originais, porque são as mesmas barras vistas de um ponto ligeiramente diferente, não desenho novo colado por cima.
O quarto sinal é a continuidade do fundo através da emenda. Um falsificador que colasse barras a mais teria que explicar por que a fachada distante atravessa a mesma linha sem defeito nenhum, e a resposta correta é justamente a divisão pela distância.
O quinto sinal é o degrau nas juntas do calçamento. O deslocamento lateral medido nas juntas próximas bate com o previsto pelos nove milímetros de arco, e essa concordância entre dois elementos independentes da cena não sai de retoque de superfície.
Imagem gerada por modelo tropeça exatamente aqui. Ela aprende a aparência de emenda malfeita como textura de defeito e espalha duplicação pela cena inteira ou concentra tudo num objeto único, sem prender a intensidade do erro à distância de cada elemento até a câmera.
Detector automático de imagem falsa não resolveria o caso. Porcentagem de suspeita não explica por que a grade a um metro e sessenta duplica e a calha a quinze metros não, nem por que as barras fantasma carregam o reflexo certo, e essas duas marcas sustentam a leitura sozinhas.
1. Monte a câmera no tripé pela rosca da base, sem nenhum trilho de ajuste, e escolha um lugar com um objeto vertical fino a menos de dois metros e uma parede a mais de dez metros atrás dele. Um poste de varal e o muro do vizinho resolvem.
2. Faça três disparos girando cerca de 25 graus entre um e outro, com sobreposição de um terço do quadro, e junte os arquivos no programa de panorama que já usa, sem corrigir nada à mão.
3. Abra o resultado, siga a linha de emenda de cima até embaixo e meça em passos quantos metros separam a câmera de cada elemento que duplicou. A borda em que a duplicação some marca a distância a partir da qual dois centímetros de erro deixam de aparecer na sua lente.
Todo panorama guarda no encaixe a distância entre o parafuso e a pupila de entrada, e a linha de emenda funciona como uma medida invisível que denuncia, objeto por objeto, o quanto o eixo do giro estava fora do lugar.
"Quantos panoramas seus têm uma emenda que você nunca seguiu de cima até embaixo, procurando o que ficou duplicado no primeiro plano?"
Teste hoje: fixe a câmera no tripé, feche um olho no visor e gire lentamente até o objeto próximo passar em frente ao objeto distante, anotando em qual ângulo os dois se separam, depois puxe o corpo dois centímetros para a frente na cabeça do tripé e repita, contando quantos graus a mais você ganhou antes da separação aparecer.
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