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Feito. A menina, o escorregador e o balanço saíram de um gerador de imagens, e o próprio parquinho entrega a origem.
Primeira pista: as correntes do balanço não chegam à barra. No fundo desfocado, as duas correntes sobem e se dissolvem no ar antes do travessão de metal. Um balanço real pendura em algum lugar, mesmo fora de foco.
Segunda pista: as sombras discordam. A sombra da menina cai para a direita, a do escorregador cai para trás. Com um sol só no céu, todas apontam para o mesmo lado.
Terceira pista: a mão no corrimão. Os dedos se fundem ao metal na altura dos nós, sem a borda clara onde a pele encosta no tubo.
A altura da câmera, curiosamente, está certa. O gerador foi treinado com fotos de família publicadas, e a linha do olho é comum nelas.
Para fazer a versão verdadeira, bastam o celular e um parquinho.
1. Peça para a criança ficar no escorregador ou no balanço, sem posar.
2. Fique de pé e faça uma foto com o celular diante do seu rosto.
3. Ajoelhe até a lente ficar na linha dos olhos dela, perto de 1,10 metro do chão para uma criança de sete anos.
4. Segure o celular reto, sem inclinar para baixo, e faça a segunda foto.
5. Recue um passo e use o zoom de 2x, se houver, para afastar a lente da testa.
Ponha as duas fotos lado a lado na tela. Na primeira, veja quanto do quadro é chão. Na segunda, procure o escorregador atrás da cabeça.
Se o fundo continuar vazio na segunda foto, mude de posição: a criança fica entre você e o brinquedo mais alto, nunca de costas para a cerca.
Com bebê, a altura cai bastante. Deitado de bruços no tapete, o adulto alcança o olho de quem engatinha, e a sala ganha o sofá e a janela atrás do rosto.
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Desça a câmera e o parquinho volta a caber atrás do rosto.
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Teste no próximo passeio: faça duas fotos da mesma cena, de pé e ajoelhado. Conte quantos brinquedos aparecem atrás da criança em cada uma; de pé, espere zero ou um, ajoelhado, três ou mais.
Fica a pergunta · até amanhã Que peça de vidro presa à Leica deixava Helen Levitt fotografar as crianças sem ser notada? |
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