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Real. As bolhas nasceram de partículas presas no filtro do sensor, e as duas fichas entregam abertura, tempo, sensibilidade e distância focal para qualquer pessoa reproduzir o par de disparos na primeira parede lisa que encontrar.
O primeiro sinal é a coordenada fixa. Cada mancha ocupa o mesmo lugar no retângulo nos dois arquivos, e mancha pintada à mão em duas imagens separadas quase nunca cai no mesmo pixel, porque a mão erra alguns pixels a cada repetição.
O segundo sinal é a dependência da abertura. A mesma sujeira aparece em f/16 e desaparece em f/2.8 seguindo a razão prevista pela geometria do cone de luz, e um retoque aplicado depois não teria motivo nenhum para poupar exatamente o arquivo de diafragma aberto.
O terceiro sinal é o perfil de brilho da mancha. Do centro para a borda o escurecimento cai de forma suave e contínua, curva que a projeção de sombra fora de foco produz sozinha, e pincel de escurecimento costuma deixar patamar chapado no meio ou degrau visível na borda.
O quarto sinal é o comportamento da mancha sobre fundos diferentes. Ela some no reboco áspero e sobrevive no reboco liso, porque a queda percentual de brilho é pequena e depende do contraste local, enquanto retoque aplicado por cima ficaria igualmente visível nas duas texturas.
O quinto sinal é a mancha alongada. Um dos borrões tem formato de fiapo curvo em vez de círculo, desenho de fibra de tecido pousada no filtro, e quem inventa sujeira digital tende a repetir círculos parecidos, sem esse acidente de formato.
Imagem gerada por modelo tropeça em outro ponto. Ela costuma entregar céu impecável, porque aprende a aparência de fotografia limpa como padrão, e quando inventa manchas as espalha sem coerência entre dois quadros do mesmo par, com tamanho variando conforme a altura no enquadramento.
Detector automático de imagem falsa não resolveria o caso. Porcentagem de suspeita não explica por que a mancha respeita a coordenada, o perfil de brilho e a razão de diâmetro entre duas aberturas, e essas três marcas apontam para sujeira física no filtro do sensor e para nenhuma outra causa.
1. Faça o retrato da sua sujeira em vez de esperar ela aparecer numa foto que importa. Aponte a câmera para o céu sem sol direto ou para uma parede branca uniforme, ponha o foco no infinito ou desligue o foco automático, e trave a sensibilidade no valor mínimo.
2. Dispare a superfície três vezes, em f/2.8, f/8 e f/16, corrigindo só o tempo de exposição para manter o brilho parecido. Você fica com três arquivos idênticos em cena e distintos apenas na largura do cone que ilumina cada ponto do sensor.
3. Abra os três no computador, aumente o contraste até o céu virar quase branco e amplie em 100 por cento percorrendo o quadro de cima a baixo. Conte quantas bolhas você distingue em cada arquivo e marque num papel a posição das que aparecem nos três.
A sujeira que você tem hoje já está no seu filtro em toda foto aberta que você fez, e fechar o diafragma não acrescenta partícula nenhuma: ele só reduz a sombra de cada uma até o tamanho em que ela vira visível.
"Quantas paisagens você fechou em f/16 procurando profundidade, sem nunca ter contado as bolhas que o próprio diafragma acendeu no céu?"
Teste hoje: fotografe uma parede branca em f/2.8 e depois em f/16, com foco no infinito e tempo corrigido para o mesmo brilho, aumente o contraste dos dois arquivos no computador e conte quantas manchas circulares você consegue distinguir em cada um ampliado em 100 por cento.
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