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A imagem tem uma poça sobre calçamento de pedra, e dentro da água aparecem as duas torres de uma igreja de tijolo, inteiras, do topo à base.
O quadro é horizontal e não tem um pedaço de céu. De ponta a ponta, o que aparece é chão de rua: pedra quadrada de calçamento, junta preta e uma mancha de água no meio.
A poça ocupa a região central e tem contorno rasgado. Ela avança pelas juntas, contorna cada pedra e para onde a pedra sobe.
Dentro da água aparece um céu azul escuro, sem nuvem, do tipo que não existe às nove da manhã de maio a céu aberto.
Sobre o azul, duas torres de tijolo alaranjado sobem uma de cada lado do quadro, largas na base e estreitando conforme sobem.
Cada torre termina num capacete cônico cor de creme, com faixas horizontais marcadas, e cada capacete termina numa bola dourada com uma cruz em cima.
Entre as duas, mais atrás, uma terceira ponta aparece menor e mais estreita, com bola e cruz próprias. Ela não chega à altura das outras duas.
O corpo das torres traz faixas de pedra clara atravessando o tijolo na horizontal, e o trecho de sino traz aberturas em arco. Numa delas dá pra ver o vão escuro por dentro.
À direita, uma copa de árvore verde cobre metade da torre daquele lado, em grãos soltos, sem borda definida.
A superfície não está lisa. Ondas curtas atravessam o quadro e quebram a linha do capacete em degraus, sempre no mesmo sentido.
Uma mancha escura aparece dentro da água, perto da cruz da esquerda, no meio do azul. É asfalto do fundo aparecendo por um trecho onde a lâmina afinou.
Descendo o quadro, o tijolo continua abaixo do trecho de sino. A parede alaranjada segue larga, mostra outra abertura pequena e só termina onde a água termina.
O corte não é uma linha. Ele acompanha a borda da poça pedra por pedra, com as juntas pretas entrando no desenho da parede em degraus quadrados.
Fora da água, o calçamento chega cinza claro, com o topo de cada pedra gasto e a junta escura.
Comparado com o calçamento seco, nada dentro da poça é claro. O creme do capacete para antes do branco, e o dourado da cruz não tem um ponto de reflexo especular.
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Um quadro em que o assunto inteiro mora dentro da água tira a comparação fácil: não existe o prédio ao lado pra medir um contra o outro.
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A saída é medir a devolução contra a rua que a cerca, e a rua está no mesmo quadro, seca e mais clara em cada pedra.
Falta a parte que o quadro sozinho não entrega: quem apertou, de onde, com qual aparelho e a que altura do chão. Nesta, o arquivo está publicado e a ficha veio inteira.
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