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Real. A parede escureceu por distância, e a ficha entrega a receita completa para repetir a montagem numa sala de casa com uma lâmpada só.
O primeiro sinal é o gradiente dentro da própria mancha escura. Queda física continua caindo depois da parede aparecer, e o canto mais próximo da fonte fica mensuravelmente mais claro que o canto oposto, mesmo quando ambos parecem pretos a olho nu.
Fundo apagado em programa entrega o contrário. O preto sai uniforme em toda a área, com o mesmo valor no canto de cima e no canto de baixo, e a ferramenta que apagou não sabe de que lado estava a lâmpada.
O segundo sinal é a borda do cabelo. Máscara feita à mão deixa contorno limpo demais, sem os fios soltos que sempre escapam do recorte, e aqui vários fios finos aparecem contra o escuro com brilho decrescente.
O terceiro sinal está no ruído da imagem. Área realmente escura numa foto de ISO 200 guarda grão fino visível quando você levanta os pretos, e um fundo pintado de preto puro fica liso e sem nenhum grão.
O quarto sinal é a coerência entre a queda no rosto e a queda no fundo. Uma fonte a um metro cobra três pontos ao longo de vinte centímetros de cabeça, e essa mesma cobrança precisa continuar até a parede, sem degrau nem salto no meio do caminho.
Imagem gerada por modelo costuma tropeçar exatamente nesse encadeamento. O rosto sai com queda de fonte próxima, o fundo sai com preto de estúdio, e o espaço entre os dois não tem nenhuma superfície que justifique a passagem.
O quinto sinal está no reflexo dentro do olho. O retângulo luminoso guarda proporção e altura compatíveis com uma softbox de sessenta centímetros a um metro do rosto, e um reflexo pequeno demais entregaria fonte distante.
Detector automático de imagem falsa não resolveria o caso. Porcentagem de suspeita não explica por que a mancha atrás da nuca tem um lado mais claro que o outro, e a explicação é o que sustenta a leitura.
1. Ponha alguém a dois metros de uma parede clara, com uma luminária de mesa a um metro do rosto. Desligue o resto da casa e trave a câmera em 1/160 de segundo.
2. Dispare o primeiro quadro assim. A parede vai sair quase preta, porque recebe nove vezes menos luz que a bochecha.
3. Arraste a luminária para três metros do rosto, suba a potência ou o ISO até a pele voltar ao mesmo brilho e dispare de novo. A parede reaparece inteira, com menos de três vezes de diferença.
Você não escurece um fundo apagando a luz dele, você escurece aproximando a luz do rosto.
"Quantas vezes você culpou a parede por um fundo que a distância da sua lâmpada escolheu?"
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