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Feito. A lua, as crateras e o céu estrelado saíram de um modelo gerador, e a própria sombra entrega a origem.
O primeiro sinal está na borda iluminada. Na imagem, crateras perto da beirada clara do disco também trazem sombras longas. Numa lua real, ali o sol está alto, e a sombra encurta até sumir; só a faixa do terminador carrega sombra comprida.
O segundo sinal está na direção. Algumas sombras apontam para o lado claro do disco. Na lua real, toda sombra cai para o lado oposto ao sol, ou seja, na direção da parte escura.
O terceiro sinal está no céu. Estrelas aparecem em volta de uma lua bem exposta. Uma câmera regulada para a lua, que é muito clara, deixa o céu preto e sem estrela nenhuma.
Para ver o relevo com os próprios olhos e medir a diferença, bastam duas noites e o mesmo equipamento.
O celular serve, com uma condição. Aparelhos com zoom óptico (a aproximação feita pela lente, sem cortar a imagem) de cinco vezes ou mais já mostram as maiores crateras na fronteira; com menos, a lua vira um ponto branco, e a câmera com teleobjetiva resolve melhor.
1. Consulte um calendário lunar e marque a noite do quarto crescente e a noite da lua cheia seguinte.
2. No quarto crescente, apoie a câmera ou o celular no tripé, use o zoom máximo e mire a fronteira entre o claro e o escuro.
3. Toque na tela sobre a parte clara e baixe o brilho até a borda deixar de estourar em branco.
4. Faça dez fotos seguidas e guarde a mais nítida.
5. Na lua cheia, repita os passos do mesmo ponto, com o mesmo zoom.
6. Amplie as duas e conte quantas crateras mostram uma sombra preta dentro delas.
A foto do quarto crescente deve mostrar uma fileira de crateras com sombra na faixa da fronteira. A da cheia deve mostrar pouca ou nenhuma, com o disco claro e manchado.
Se a do crescente sair sem relevo, o brilho ficou alto demais ou o tremor do ar borrou o detalhe. Espere a lua subir mais no céu e repita.
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O relevo da lua se compra com a data, nunca com a lente.
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“Quantas luas cheias você já fotografou esperando crateras que a luz de frente tinha apagado?”
Teste neste mês: fotografe a lua no quarto crescente e na cheia, com o mesmo zoom e do mesmo ponto. Conte as crateras com sombra: espere uma dúzia ou mais na fronteira do crescente e quase nenhuma na cheia.
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