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A imagem tem uma hélice de turboélice em pleno giro, fotografada da janela do avião, com as pás curvadas em gancho.
A foto abre com uma hélice em pleno giro, desenhada em lâminas pretas curvadas como ganchos. O quadro é horizontal e foi feito de dentro do avião, pela janela.
O enquadramento pega o motor inteiro, o começo da asa e o chão lá embaixo, que ocupa a metade de baixo da imagem.
O cone do cubo aparece no meio, cinza-escuro e liso, apontando pra esquerda. É de onde as pás deveriam sair.
Nenhuma delas sai reta. Cada pá desenha um arco próprio, e os arcos não têm o mesmo raio nem a mesma espessura.
Uma sobe pelo alto do quadro e escapa pela borda de cima, com a ponta amarela quebrada em traços curtos.
Outra atravessa o céu da esquerda pra direita e termina afinada, com cara de foice.
Uma terceira passa por trás da carenagem e reaparece do outro lado mais estreita do que entrou.
Perto da esquerda do cubo, um pedaço curto e quase reto aparece solto, sem ligação visível com o resto da hélice.
As pás não estão espaçadas por igual. Duas quase se encostam no alto do quadro, e o setor de baixo fica aberto por um vão largo.
Contar as pás pela imagem também não funciona. Dependendo de onde a contagem começa, o quadro devolve um número diferente do que o cubo comporta.
O amarelo das pontas é a única cor que a hélice traz. Ele aparece em pedaços, nunca numa faixa contínua, e some onde a pá cruza a carenagem.
A carenagem do motor não tem nada dessa moleza. O painel cinza claro chega com as emendas retas, os rebites contáveis um a um e as letrinhas de manutenção estampadas no metal.
A asa continua pra direita em azul escuro. Sobre ela, uma marca clara com desenho de cabeça de felino chega com as bordas inteiras, sem esticar em nenhum ponto.
Lá no fundo, o chão aparece com quarteirões, plantações e um braço de água entrando pela terra. Nada arrasta.
O horizonte fecha a metade de cima numa linha reta. Na borda esquerda, uma montanha com neve no topo aparece pequena e parada.
A conta do quadro não fecha por um motivo só: dentro da mesma imagem, uma coisa saiu deformada e todo o resto saiu reto.
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Deformação que escolhe um alvo só não vem da lente e não vem do tremor: vem do relógio do sensor, que passou por cima do assunto em momentos diferentes.
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Falta a parte que o quadro sozinho não entrega: quem apertou, de onde, com qual aparelho e em qual ajuste. Nesta, o arquivo está publicado e a ficha veio inteira.
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