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Real. O alongamento veio da lente e da distância, e a ficha entrega o roteiro para repetir a cena na primeira escada de rua.
O primeiro sinal é o par de distâncias focais. Doze milímetros num sensor de corte, com 18 de equivalente anotado no mesmo arquivo, descrevem um ângulo de visão largo e um assunto fotografado de muito perto.
A conta fecha com o que a imagem mostra. Ângulo largo mais assunto colado no vidro dá exatamente essa diferença de tamanho entre o primeiro degrau e o quinto, sem sobrar nem faltar.
O segundo sinal é a reta que continuou reta. As arestas dos degraus atravessam o quadro inteiro sem curvar, inclusive as que passam rente à borda inferior, onde o desenho da lente mais castiga.
Esticar uma escada em programa de edição custa caro nessa parte. A ferramenta que alonga a imagem numa direção só puxa o retângulo inteiro, então as juntas laterais e o muro esticariam junto, na mesma proporção.
Aqui as laterais fazem o contrário. Elas convergem em ângulo fechado para um ponto, que é o comportamento de quem olha de perto, e não o de quem puxou a imagem pela borda.
O terceiro sinal é a sombra debaixo de cada aresta. Ela encurta conforme a escada sobe, na mesma medida em que a faixa da pedra encolhe, e sombra colada por fora raramente respeita essa escala.
A correção de barril declarada pelo autor não muda nada dessa leitura. Ela endireita linha curva perto da borda, atua no desenho da lente e não mexe na razão de tamanho entre perto e longe.
Vale a distinção que a imagem deixa clara. A lente não alonga a pedra, quem alonga é a distância curta, e a lente apenas permite estar tão perto sem perder a escada inteira do quadro.
Detector automático de imagem falsa não resolve o caso. Porcentagem de suspeita não explica por que 12 milímetros num sensor de corte devolvem 18 de equivalente e por que a primeira aresta é três vezes a quarta.
1. Monte a lente mais curta que tiver e vá até a ponta do anel. Celular grande angular serve, e a câmera traseira secundária costuma dar entre 13 e 15 equivalentes, mais curto do que o clique de hoje.
2. Encoste no primeiro degrau e desça a câmera até quase a altura da aresta. É a descida que esconde o espelho do degrau e junta os dentes da serra numa rampa listrada.
3. Fique no meio do anel de abertura, entre f/5.6 e f/8, e depois confira na ficha se a distância focal gravada bate com a ponta curta. Número na ficha vale mais do que impressão na tela.
A distância curta estica a pedra e a lente larga só deixa isso caber no quadro, então a escada que parece reta chega com uma geometria que qualquer arquivo aberto confirma em dois números.
"Qual escada perto da sua casa some com o zigue-zague se você abaixar a câmera até a altura do primeiro degrau?"
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